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Sinopse da VII Edição Conversas Economia 100 Makas

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“Turismo: A ‘Guerra’ pela Indústria da Paz” é o tema da VII edição das CONVERSAS ECONOMIA 100 MAKAS com Márcio Daniel, ministro do Turismo, dia 09 de novembro de 2026, a partir das 8 horas, no Hotel Epic Sana Luanda. O seu ministério está em “guerra” aberta pela transformação do potencial natural e cultural de Angola em oferta competitiva, que atraia procura efectiva e contribua para a diversificação da economia, num mercado regional e global que disputa a atenção do viajante. O Ministério do Turismo nasceu em março de 2024, quando o antigo Ministério da Cultura, Turismo foi separado em duas pastas distintas. Márcio Daniel, o político improvável que quis ser padre, jurista de formação com a carreira de professor universitário congelada, tomou posse como titular da pasta a 1 de abril de 2024, roubando o lugar de cassule dos ministros de João Lourenço à ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa. Poucos dias antes da sua posse foi aprovado o Plano Nacional de Fomento ao Turismo (PLANATUR), que prevê um investimento público da ordem dos 2,5 biliões de kwanzas entre 2024 e 2027. O programa está focado em oito províncias de maior potencial: Benguela, Luanda, Cuando Cubango, Cuanza Norte, Malanje, Namibe, Huíla e Zaire. A ofensiva assenta em vários instrumentos. Isenção de vistos para cidadãos de cerca de 98 países. Marca Visit Angola – The Rhythm of Life, levada à ITB Berlim — onde Angola foi país parceiro em 2026 —, à FITUR e à CMT de Estugarda. Aposta no turismo de reuniões com o programa Meet in Angola e o recém-inaugurado Palácio das Convenções de Luanda. Programa Investe Turismo com uma carteira de cerca de 700 milhões de dólares para infra-estruturas de base nos polos prioritários, entre eles Cabo Ledo, a bacia do Okavango, Calandula e o Namibe. Concessão ou alienação de 43 activos hoteleiros do Estado no âmbito do programa de privatizações. Em 2025, primeiro ano completo de Márcio Daniel à frente do ministério, o sector, medida pelo Alojamento e Restauração, cresceu 6,8% em termos reais, gerando uma riqueza de cerca de 1,5 biliões de kwanzas, o equivalente a 1,48% do PIB, longe dos 2,5% de 2013. Os números parecem começar a mexer. Em 2025, segundo o ministro, Angola recebeu cerca de 223 mil turistas internacionais, mais 28% do que no ano anterior e acima da pré-pandemia, que proporcionaram receitas de 667 milhões de dólares. As entradas para turismo de lazer também cresceram passando de cerca de 44 mil em 2024 para cerca de 52 mil em 2025. No primeiro semestre de 2026 mantinha-se a trajectória, com cerca de 107 mil chegadas. O barómetro da ONU Turismo chegou a colocar Angola entre os países africanos de maior crescimento. Márcio Daniel quer ultrapassar a barreira de um milhão de turistas por ano até 2036. O essencial, porém, continua em aberto. A costa, Kalandula, Tundavala, a Serra da Leba, o Namibe e o Okavango ainda não se traduzem em procura que chegue aos calcanhares dos nossos vizinhos africanos. Faltam voos internos, estradas de acesso, água, energia e saneamento nas maravilhas de Angola, e o preço da estadia afasta o turista nacional. E a promoção — celebridades, feiras, centros de eventos milionários — tem de provar que traz hóspedes, não apenas capas de revista. Daí a pergunta: como pode Angola vencer a “guerra” pela indústria da paz? O que fazer para afirmar o País como destino de lazer e de eventos sem esquecer o turismo de negócios que hoje sustenta o sector? O mercado-alvo é o turista interno ou o estrangeiro? Que papel cabe ao Estado, aos operadores privados, às companhias aéreas e às comunidades? Qual o balanço da marca Visit Angola? Quais os ganhos da aposta em celebridades e em centros de eventos milionários? A resposta a estas e outras questões será dada por Márcio Daniel num Keynote Speech sobre “A ESTRATÉGIA DO GOVERNO PARA PÔR ANGOLA NO MAPA DO TURISMO”, para uma plateia seleccionada de líderes políticos e empresariais, gestores de topo, quadros médios e superiores, profissionais liberais, académicos, diplomatas e outros stakeholders, na VII EDIÇÃO DAS CONVERSAS ECONOMIA 100 MAKAS, dia 09 de novembro de 2026, em Luanda, no Hotel Epic Sana. Segue-se uma conversa com o anfitrião Carlos Rosado de Carvalho e, a encerrar, uma sessão de perguntas e respostas. Objectivos gerais Conhecer a estratégia do governo para pôr Angola no mapa do turismo e as suas implicações para a diversificação da economia. Objectivos específicos Conhecer o PLANATUR, o Investe Turismo e as medidas de simplificação, promoção e ordenamento dos polos; Avaliar o balanço da marca Visit Angola e da aposta em feiras, celebridades e centros de eventos; Clarificar o peso relativo do turismo interno, do lazer, dos negócios e dos eventos; Identificar o papel do Estado, dos operadores, das companhias aéreas e das comunidades; Discutir o que falta — conectividade, infraestrutura, preço e crédito — para converter potencial em procura; Facilitar o networking entre os stakeholders da política, da economia e da sociedade civil em Angola.